Ajoelhou, agora reze!

Veio aqui buscar não sei o que, não há nada de interessante aqui, só veio perder seu tempo, desligue o computador e vá ler um livro.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Sombras na escuridão são nada.

     Viver definitivamente sem amor é melhor que viver com sombra de tal sentimento.

O Jardineiro que perdeu o amor da Rosa.

     A Flor sempre vai ficar no mesmo lugar
     Isso me faz desejar nunca mais
     A Lua na janela é sempre a mesma
     Impossível viver dessa maneira, na Terra.
     O Vento nunca vai ficar no mesmo lugar
     Tudo que eu posso ouvir é minha própria voz
     As palavras abrigam sentimentos vazios
     Sentimentos que eu terei pela vida inteira
     Esperando a Flor desabrochar
     Desejando o que mais odeio.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Me matem logo, pois sei pensar!

     Desde que aprendi a pensar descobri que posso ser Deus, mas não quero ser um plangente num quarto escuro.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Acreditaremos em subjetividade.

     O livro mais popular do mundo é subjetivo.

Pelo abandono abandonado.

     Quando tudo já tinha ido embora, quando pensei que já estivera só há tanto tempo que já começara a curtir a Solidão. Sai ao Sol e vi que minha Sombra que já a muito tempo se fazia tênue, que ameaçava ir logo de vez, foi-se, cumprindo sua promessa. Crueldade tamanha foi o que ela fez comigo, levou minha Alma junto... Já não sinto nada, nem vontade de brincar, nem vontade de chorar, de sorrir, de cantar, nem mesmo de escrever. Já nem sei para quê escrevo, para quem escrevo, apenas escrevo, sozinho, mas tenho a Solidão que agora se torna minha melhor amiga, permita-me ter mais eu!
    

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Alienado!

     Todos olhando numa mesma direção. Venho na contramão, buscando o que todos eles já têm.

Estar sozinho.

     Às vezes sinto falta do que já tenho.

Vincent Malloy ou Vincent Price![?]

     ... E de repente me deu uma vontade de mudar, vontade de quebrar a planta, de chutar o gato, de bater no menino, de xingar minha mãe. Como que num protesto, para que saibam que estou aqui. Daí me pergunto, o que me impede de fazer essas coisas? Ouço uma voz - não sei ainda, mas acho que foi Deus quem me falou - assim: "Vai lá, faça o que quiser, você é livre garoto! Viva!"
     Quebrei a planta, chutei o gato, bati no menino, xinguei minha mãe, dancei um funk, fumei um cigarro, cantei um rap, transei sem camisinha, pensei: "Porra! A vida é perfeita!"

A Flor.

     Eu como Vento lhe arranquei as pétalas.
     Eu como Sol lhe queimei o caule.
     Ele, como homem, guarda-te, cuida-te.

O Corvo!

     Com alma negra e sombra clara.

     Preciso dum cão guia
     Pois meu cão de guarda fareja hipocrisia!

     Sei que tenho muito mais de mim pra mim, aqui, dentro de mim!
     Sei que tenho muito mais de você pra mim em algum lugar!
     Sei que tens muito mais de você pra você.
     Sei que tens muito mais de mim pra você, onde?

     Me dê a sua mão, vamos caminhar
     Me dê a sua voz, vamos cantar
     Me dê suas asas, vamos voar
     Me dê sua boca, vamos beijar!