Ajoelhou, agora reze!

Veio aqui buscar não sei o que, não há nada de interessante aqui, só veio perder seu tempo, desligue o computador e vá ler um livro.

sábado, 8 de janeiro de 2011

B I T O L A D O ! ! ! Num buraco de agulha.

     Esta minha filosofia me faz forte, sei viver. 
     Minha ideologia, por enquanto,  é não ter ideologia, sou  feliz!
     Esta minha hora da vez já foi saciada,
     O que me resta senão lhe esperar com os braços abertos?
     Faço-o com prazer, antes  que você me leve
     Quero dançar valsa e fazer amor contigo,
     Sussurrando bem baixinho em seu ouvido o quanto sou feliz.
     Te convencendo a chorar e me pedir perdão.
     Farei o melhor para ti, espero que goste de mim,
     Espero que fique comigo, me leve daqui, para longe, logo!
       

Devora-me!

     Ei, devoradora de homens, você que consome naturalmente almas, corpos e mentes, cuidado comigo. Sou um intrínseco abismo de veemências, sou mesmo muito intenso! Mesmo que tenha uma vida inteira para me lamber, jamais conseguirá me consumir por inteiro. Não pense que estou ébrio ao lhe dirigir tais intensidades, posso parecer louco, mais no ápice da loucura é quando mais pareço ter razão, um Incrível Super Homem um pouco quase igual a um Mutante.
                                                                                                        Eu e Você!

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Nunca vi alguém comer dinheiro!

     Os homens devoram as árvores;
     Os homens devoram os animais;
     Os homens devoram o mundo;
     Os homens devoram a tecnologia;
     Os homens devoram os livros;
     Os homens devoram os sentimentos;
     Os homens devoram o sexo;
     Os homens devoram a paz e a guerra;
     Os homens devoram os homens;
     Os homens devoram os filhos dos homens;
     Os homens devoram Deus.


     A única coisa que os homens não devoram é o dinheiro, pois este é que perdura sobre esta sórdida cadeia alimentar e por sua vez devora os homens.

Viúva Negra.

     Me veio como uma sinestesia demasiada voluptuosa, dominou meu corpo, devorou minha'lma. Me fez sentir sabores que eu jamais pensara que existissem, tomou conta de mim, me invadiu, me fez feliz, me preencheu como o ar a uma bexiga. Me deu sentidos, mas agora, agora somente há sombras do que algum dia foi bom, uma maldita sombra que insiste em rir do meu choro todas as noites.
     Você me ensinou a amar, me ensinou a viver e agora você se foi, o que resta para mim? O que restou de mim? Um corpo jazido, um moribundo na escuridão, sozinho, sem sentir, sem sorrir, sem cantar, sem dançar, sem amar, sem viver. Você me apareceu como uma linda borboleta e como uma viúva negra me matou após me amar!

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Nenhum padre!

     Nada de padres aqui, nada de padres aí, vamos juntos exorcizá-los!
     Somos vampiros, somos alegres, somos rebeldes,
     Mas ainda com aquela necessidade de plasma.
     Uma pena não termos corações, mas ainda sim sabemos dançar!
     Sedutores e atraentes, atraímos, traímos, vivemos!
     Somos felizes!

Bárbarie!

     Teus cabelos são lindos, dignos de boa leitura.
     Tu bem que poderia ser eu querendo ser você sendo eu.
     Tens o direito à felicidade!
     Deixaria eu te ler no escuro, com as mãos?
     Sussurraria em seus ouvidos palavras cálidas enquanto leio teus cabelos!
     Eu saberia te ler por inteira!
     Eu leria teus lábios com os meus lábios!
     Bárbaras não querem pouco, querem tudo.
     São pães doces e embolorados, irresistíveis!
      

domingo, 2 de janeiro de 2011

Crescendo!

     Estou evoluindo, tentando não rir de algumas ações humanas!

Sábio Alácro.

     Para aqueles que são dominados por uma ilusão, um sonho confortável. Estes sim têm espíritos, espíritos deflagrados por uma mentira, espíritos afadigados por inverdades, estes sim são corpos gordos e mal tratados, espíritos miseráveis, corpos mortos! Não se contentam em viver harmoniosamente para o "ser", vivem propagando uma infame impostura contra eles mesmos, criam os seus próprios demônios, vivem para o "ter", devorando vorazmente uns aos outros. 
     Numa tentativa, mais piedosa que bondosa, mas ainda sim com um senso de bondade, lhes alerto contra  o perigo,  lhes alerto contra vocês. Arranquem essa esperança por salvação que há em vocês, estes espíritos lhes são um câncer, uma cegueira que lhes impedem de enxergar a verdade, uma acidez na boca que lhes impedem de sentirem os melhores sabores, sejam como eu, sejam alácros! Esqueçam o que sabem ou pensam saber, o que sabem os levam a decadência, à perdição, tornam-os corpos falecidos, escutem-me os que têm bons ouvidos, sejam novamente crianças e vão VIVER sem razão, ainda há tempo para uma renovação da carne, ainda há tempo para exorcizarem esses espíritos , ainda há tempo para serem felizes!

Pedido de casamento!

     É, eu sei que será difícil você acreditar em mim, tive mesmo uma vida imoral, afastado de crenças precisei de mim para ser forte, precisei mesmo da bebida que me foi como uma anestesia para a hipocrisia humana, fui como aquele cara lá, poeta alemão que foi criado nos E.U.A, Charles Bukowski, acho que é esse o nome dele. Ele sim soube viver, assim como eu, conhecedor de boas bebidas, boas raparigas, bons cabarés. Uma vida alegre!
     É preciso ver além da minha tristeza, também tenho os meus medos, por vezes os afogo num barril de tequila ou alguma outra coisa inebriante, mas é isso meu amor, hoje estou tentando me vender, mandei meu melhor terno para a lavanderia, cortei meu cabelo e unhas, fiz a barba e estou procurando emprego. Tudo por você, filha de bom pai. Me aceite assim como sou, não prometo largar a bebida, porém juro reduzir os porres, se quiser também aprendo a dançar para te acompanhar naquele baile que tu tanto gosta de ir, aquele lá onde só freqüenta os respeitosos granfinos, não farei você passar vergonha, prometo com o meu primeiro salário comprar um terno novo e vou me comportar, é, estou preso a você, admiro seu sorriso! Me aceite, me aceite!? 
     Farei tudo por ti, construirei uma casa pra gente, com um belo jardim, como  aquele  que vi num filme, criaremos nossos filhos - mais você que eu, um diabo  mal criado que nem teve boa educação - que terão belos nomes, quero um menino e uma menina, terão belos nomes, sei que terão. É isso que sou, minha amada, não vou mentir, não esconderei meu passado sórdido de ti, é isso que te ofereço, meu corpo sem copo, desta vez, limpo e perfumado, me aceite, me aceite!?
     Prometo também trocar meu destino nas manhãs de Domingo, te acompanharei sim à igreja, estou até aprendendo a rezar, a Dona Lúcia, proprietária do cabaré da rua São Paulo está me ensinando. Veja só, minha amada, estou até aprendendo a ler, queria eu ter o dom da escrita como este poeta amigo que escreve esta carta para mim, você iria gostar de conhecê-lo, ele sempre está aqui, no carabé do Seu Adão, um dia te apresento ele, prometo que tu vais gostar. Me aceite, me aceite!?
      Acredite em mim, minha amada, desde a primeira vez que te vi, quando derrubei tequila em seu vestido quando me esbarrei em ti, quando tu saia da igreja, desde aquela vez, ainda sinto o seu perfume, apesar de ter sido ontem à tarde, ainda me lembro do teu suave cheiro, me aceite, me aceite!?
     Apesar de eu ser vadio, conhecedor do sexo vulgar destas mulheres da vida, nunca me entreguei por completo a elas, mas para ti sim me entregarei, sem medo, te darei tudo o que tenho, pode não ser muito. Mas sei que irá gostar, essas raparigas sempre gostam do meu rebolado, não estou mentindo, pode perguntar a elas se quiser, te farei satisfeita, me aceite, me aceite!?
     Espero sua resposta, minha amada, com uma farta esperança de que tu irá me aceitar, senti quando você me lançou aquele olhar ontem, quando bêbado, me esbarrei em você, as suas palavras me foram surpreendentes, ninguém nunca tinha me falado aquelas belas palavras, guardei comigo suas doces palavras, sua bela voz, de que foi que me chamou mesmo? Não me lembro, mas aquele teu olhar abrasador me cativou, me aceite, me aceite!?
       Enfim, minha amada, te esperarei  na porta da igreja todos os dias, até estarmos juntos, te ensinarei a me amar, me aceite, me aceite!?

sábado, 1 de janeiro de 2011

Amor em vão.

     Cuidado para que quando amar não o faça com falsidade, a falsidade destrona o amor verdadeiro, comutando-o por sentimentos ruins capazes de gerar uma dependência à infelicidade. Faz-se sentimento destrutivo, torna-o um vício para o corpo, atrai demônios para os lares, gera vingaça e mata o corpo, mata a alma. Torna o amor um assassino cruel capaz de lentamente fazer sofrer aquele no qual se diz amar! O amor, além de sentimento bom que traz felicidade, também é impiedoso torturador para aquele que o cultiva mal!