Ajoelhou, agora reze!

Veio aqui buscar não sei o que, não há nada de interessante aqui, só veio perder seu tempo, desligue o computador e vá ler um livro.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Ávido!

     Com os olhos fechados enxergo seu rosto,
     Ouço sua risada, sinto sua alma.
     Logo em seguida meu coração é invadido 
     Por desejos, estou sonhando contigo
     E esse meu sonho virá a ser realidade.
     A saudade corrobora a esperança
     E as lembranças formam a nossa história.
     Abri os olhos esperando avistar seu rosto,
     Mas estava tudo escuro e você, ainda longe.
     Um dia essa minha vontade unirá com a sua,
     As portas do sonho se abrirão e estes serão
     Comutados por realidade, daí seremos um só.
     Quero nossos corpos se falando no contato
     De nossas bocas sedentas, se perdendo uma
     Na outra. Nossos olhos vagueando na vastidão
     Do nosso amor, menina, te amo tanto!

Guerra quente.

     Não adianta relutar ao amor belicoso,
     Só irá recrudescer esse abjeto sentimento.
     Os necro[a]mantes procuram, há tempos,
     Se livrarem dessa histeria,
     E com achares irênicos os fazem inócuo.
     Mas confesso, é muito bom
     Esse amor que me consome!

terça-feira, 12 de abril de 2011

Poesia e equação, coisas do coração!

     Quando finalmente o fim chegar no início
     E alcançarmos o ápice da felicidade dividida,
     Pegarei em sua mão e olharei em teus olhos
     E com meus olhos irei dizer coisas que jamais
     Eu diria com palavras, talvez com um beijo.
     Coisas do coração!
     Pretendo nos tornar rima perfeita
     E nos unirnos numa bela poesia,
     Uma dessas majestosas que fala de amor.
     Eu, ávido por sua leitura,
     Apaixonado demais!
     Você é a resposta exata
     Da minha complexa Matemática
     E numa equação complicada
     Somarei-me contigo e encontrarei
     A resposta num amplexo rígido que
     Irá nos multiplicar e nos dividir,
     Simultaneamente, e por fim, seremos
     Somente amor, a solução, tão fiel
     Quanto, à prova real me encontrarei
     Contigo mais uma vez e poderei
     Olhar-te novamente nos olhos e
     Com um olhar aurifulgente lhe dizer
     Que amo amar-te!
     Somos Poesia perfeita,
     Somos Matemática perfeita,
     Juntos, somos mais tudo!

segunda-feira, 11 de abril de 2011

O relógio cinza.

     Este corpo belo que herdei
     Junto com as coisas que na lembrança guardei.
     Alguns me têm querido outros não,
     Por quê, meu amor? Por quê?
     Cravei em ti cintilante punhal,
     Somos tão jovens, por que não
     Viver essa juventude e gozar de vida plena,
     Aqui, na Terra?
     Assassinei todos que me amavam
     Com um gesto sagrado de amor,
     Algo com assédio, sem pudor.
     Meu sangue jorra para curar-lhes a sede
     E aqui, onde jaz meu corpo, ao meu redor,
     Crescem belas flores e só me resta lembrar,
     Seus lindos cabelos, seu belo sorriso,
     Sua adocicada voz, seu cheiro confortável,
     Seus afagos essenciais para minh'alma,
     Por favor, me regue, como se eu fosse uma
     Dessas flores ao meu redor, por favor,
     Não me deixe morrer.
     Estou preso aqui, dentro de mim,
     Aqui é escuro, lá fora o tempo passa,
     A vida passa, ainda me lembro da sua voz,
     Por quê? Por quê?  

sábado, 9 de abril de 2011

O que é feliz?

     Não acredito em sorte, Deus ou Diabo.
     Estou num caminho curto, estreito e confortável.
     Remete-me as ilusões bons sonhos onde estou sempre acordado.
     Virtuosas, insossas, pragmáticas promessas reais,
     Tudo está em meu caminho como se estivesse, eu,
     Predestinado a tropeçar nesses diamantes.
     Chuvas de nanquim, em suaves pinceladas, tracejam meu caminho
     E tudo com pitadas de açucar, mas eu, sempre distraído nas coisas,
     Não sinto o sabor, fantástico e fantasiado, não tenho sabor.
     Há! Quão virtuoso é isso, obedeço as [des]ordens,
     Os [in]justos me fazem, me tornam, corroboram-me, à frente,
     Sempre o primeiro, agrado-lhes, pois, agradam-me.
     Aprendi a chorar - que felicidade, que felicidade! Que felicidade? -
     Sem sentir dor. Tudo parece está ao meu favor e realmente,
     Como dizia Paulo Coelho (grande bruxo - "Diabo!" -),
     Quando realmente queremos algo, o mundo conspira para que consigamos.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Ser incorporado.

     Descobri, sozinho, as coisa ocultas que me esconderam,
     Descobri que podemos morrer quando quisermos.
     Agora sei pensar, e penso, penso no limo que espalham,
     No dinheiro que ajuntam para poderem morrer.
     Penso, penso e escrevo, queria estar na ditadura.
     Hoje alguém come o pasto que plantei, 
     Aquela grama velha sobre o formigueiro
     Que fora esquecida por mim e comida por ela,
     Uma vaca, uma vaquinha.
     Absorvo, compenetrado, a honra que me permite
     Tal acontecimento, sei que aquém-mundo 
     Há quem irá me salvar.
     Hoje sei que tenho alma, 
     Sei as maravilhas do vivo ser,
     Do violento ser, por isso,
     Hoje dou meu último aviso, 
     Anteontem eu morri!

Conluio.

     O amor é uma loucura crônica 
     E todos já nascemos loucos.
     Buscamos a paz, proclamamos o amor,
     Mas sabemos que a paz move a guerra,
     Mas sabemos que o amor move a paz!
     E há vaidade, ao pecúlio. Por pecúlio
     Planta-se a guerra, à guerra,
     Queremos paz, falamos em paz,
     Banalizamos o amor,
     O bárbaro amor que move a paz
     Que move a guerra.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Nem tudo tem explicação.

     O que é sucinto ninguém precisa explicar.
     Os mistérios das coisas explicam as coisas
     Mas as coisas não explicam seus mistérios.
     Há explicação para o que não há explicação,
     Pois nem tudo tem explicação
     E explicando tudo, falta explicação
     Para a compreensão que explica.
     E esse paradoxo explicativo
     Me explica,  ou tenta explicar,
     Que nem tudo tem explicação.
     Aonde está a explicativa
     Do que não tem explicação?
     Os mistérios explicantes,
     Esses sim têm concisas explicações.
     Explicando isso, pois nem tudo tem explicação,
     Óh dúvida, explique-me então!?
     O que não tem explicação,
     Ninguém precisa explicar!

Assentido.

     Assim acento
     No assento
     Acentuado,
     À loucura
     Sentida, aqui
     Eu sento,
     Pois sinto
     Que sentado
     Faz sentido!

Longe!

     Hoje, 
     Nada me embaraça.
     Depois de ti, 
     Tudo feito.
     Subo, desço, 
     Vou além.
     Além do horizonte,
     Além do que se vê.
     Eu com você:
     Nó, augustos anjos,
     Nada santos,
     Mas v[o]amos,
     V[o]amos longe,
     Voamos sobre tudo,
     Acima de todos.
     Do lado de cá,
     Parece um sonho,
     Um vôo,
     Só que com os pés no chão
     E as mãos dadas.
     Assim, juntos,
     V[o]amos longe!